Independentemente de você ser mãe solteira por opção ou pelas circunstâncias, você precisará (assim como qualquer mãe em um relacionamento mais “convencional”) de tempo para si mesma. Encontrar esse tempo em geral é difícil, principalmente se você estiver trabalhando em período integral, sem o apoio do seu ex-companheiro. Todos os horários podem parecer previamente preenchidos (com os filhos, os afazeres, o trabalho) e você poderá se sentir em roda-viva interminável. Às vezes a vida (e isso vale para todos) pode ser estressante.

Mães solteiras – encontrando tempo para você mesma

Robyn, mãe solteira de Alana (7 meses) resume isso perfeitamente:

um café, um cigarro, aula de ioga - agora tem de ser bem organizado... e são como ouro. Aprecio cada tragada, cada gole e cada posição. Amo minha filha mais do que a própria vida... mas ainda sou a Robyn e preciso de tempo para a Robyn. Nunca se sinta mal por dar aquela tragada a mais e aquele gole a mais, e por aqueles momentos a mais em uma posição de relaxamento. Coisas que nos fazem perceber melhor que sentimos falta de nossos filhos e fazem com que os instantes em que estamos juntos sejam ainda mais ternos.

Então como encontrar um pouco deste tempo precioso para mim?

1.Seja egoísta.

Se você estiver trabalhando ininterruptamente, então terá direito a um TEMPO PARA SI MESMA sem culpa. A menos que você tenha cometido um crime, deixe o sentimento de culpa para os ladrões e malandros. Acredite em mim, seus filhos sempre preferirão uma mãe feliz em vez de uma mãe mal-humorada, frustrada e brava!

2. Nunca seja orgulhosa demais para pedir ajuda.

Independentemente de estar em um relacionamento duradouro ou não, a parentalidade é um trabalho árduo e requer paciência, dedicação, tempo, amor e dinheiro. Mais do que nunca, a situação financeira é um fator importante. Equilibrar as responsabilidades do trabalho e de casa é um problema que todas as mulheres enfrentam, a menos que estejam cercadas de uma família pronta para ajudar. Trabalhando meio período ou em período integral, você poderá ter de contratar uma babá ou empregada. Ajuda é a palavra-chave aqui. Todas nós precisamos de ajuda em algum momento, principalmente se você estiver fazendo tudo sozinha.

3. Obter ajuda – como saber que a pessoa é a certa para cuidar do seu pequenino?

Este não é um problema restrito às mães solteiras. Ao considerar uma babá, confie em seu instinto e no do seu bebê. Nunca tenha medo de fazer perguntas. Verifique as referências, entre em contato com as indicações, confira se há ficha policial etc. Se você tiver qualquer receio, não coloque a mão no fogo, diga não. Evite pessoas que tenham um histórico violento ou um passado de envolvimento com drogas e álcool. Além disso, se você estiver pagando em troca de ajuda, certifique-se de informar suas expectativas, ou seja, talvez possa negociar parte da arrumação ou das roupas para passar durante o serviço da babá. Se a babá for alimentar o bebê, lembre-se de pedir que ela lave as mãos. Tente facilitar ao máximo a vida para si mesma.

Mães solteiras – encontrando tempo para você mesma

Parentalidade a sós com restrição orçamentária?

Para muitas pessoas, a vida social poderá parecer um luxo inacessível. Se você estiver nesta categoria, considere fazer permutas em troca de uma babá (ou seja, você trabalha como babá para uma amiga uma noite e, depois, ela retribui o favor). Ou você poderá ter uma vizinha (mais idosa ou que more sozinha) que possa considerar trabalhar como babá em troca de uma refeição caseira, algumas compras ou companhia. Seja criativa... se você tiver um quarto extra, considere hospedar um inquilino ou alugar o quarto. Você poderia fazer um acordo recíproco de “babá grátis em troca de um aluguel reduzido”. Como mãe solteira, descobri muitos benefícios de ter um inquilino; companhia, dinheiro extra e uma babá que fica para dormir.

Consulte os grupos de pais solteiros em sua região – se não houver nenhum, pense em iniciar um; comece com uma página no Facebook ou um aviso em seu café ou parque preferido. Os fins de semana podem ser solitários, então organize encontros. Quanto mais ativa você for, mais perceberá que há muitos pais solteiros por aí, provavelmente mais do que você imagina.

A realidade é que as relações entre homens e mulheres não são estáticas. As relações são mais fluidas do que nunca e algumas duram mais que outras. É possível ser solteiro, morar com alguém, ser casado ou viúvo, ou passar de um status para outro. A vida é cheia de surpresas.

Jackie, mãe solteira de Teddy:

Eu considero que tenho sorte. Teddy tem contato frequente com o pai e isso permite que eu tenha vida social. Agora tenho mais tempo para mim do que quando estava casada!

Expectativas. A vida social é algo que evolui gradualmente. Ter um filho mudará sua vida, independentemente da circunstância. Os primeiros anos são difíceis para todos, e nos meses iniciais de parentalidade, ir a festas/casas noturnas provavelmente não será algo prioritário enquanto você pega o jeito de se tornar mãe.

Dê a si mesma tempo como mãe solteira para encontrar um grupo social que se adeque a você e ao estilo de vida dos seus filhos.

Filosofias e mantras para sobreviver à parentalidade a sós.

Tenha calma. Roma não foi construída em um dia. Dê tempo a si mesma para desenvolver uma nova vida social. Ninguém é feliz o tempo todo. Haverá bons momentos, momentos de quietude, tempos de prosperidade e de vacas magras, e momentos em que você vai ranger os dentes e superá-los. Ninguém é perfeito. Não se martirize. Não dê importância a bobagens. Tire uma folga e dê um tempo a si mesma. Lembre-se de que o que mais importa é o tipo de mãe que você é e o relacionamento que tem com seu filho. Criar um filho sozinha é, por si só, um feito incrível.

Eu poderia falar com entusiasmo das alegrias de ser mãe solteira; dos prós (sim, há muitos prós) e, tudo bem, dos contras (assim como tudo na vida, há um lado bom e um lado ruim). No começo, você poderá ser a principal responsável pelos cuidados, mas logo perceberá que precisará de outras pessoas em sua vida. Nenhuma criança jamais foi criada por só uma pessoa; muitas outras terão um apoio de professores, orientadores, amigos, familiares e vizinhos. A maternidade é desafiadora, ser mãe solteira é mais ainda, principalmente se for diferente da vida que se esperava, mas também pode ser libertadora e incrivelmente empoderadora.